
sábado, 31 de janeiro de 2009


Ronaldo Mota
A pretensão do título é idêntica a achar que romântico é sempre bom. Nem sempre, embora os românticos sempre assim entendam. Portanto, é sim pretensão e é parte inexorável do romantismo.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Ronaldo Mota
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
A denominada técnica de instrução entre pares é parte de um método criado por Eric Mazur, professor de Harvard, visando a transformar a aula em mais interativa via o envolvendo intelectualmente dos estudantes com as ações em curso.
O Prof. Mazur é um dos autores presentes na edição especial da Revista Science, número especial deste mês (2 de janeiro de 2009, vol. 323, páginas 1-174) dedicado ao tema: “Science & Technology”. A revista está imperdível e é acessível gratuitamente online através de:
http://www.sciencemag.org/current.dtl/
De fato, o "metodo" do Prof. Mazur, naquilo aqui apresentado, é mais uma estratégia do que propriamente um método, no sentido estrito. No entanto, neste contexto, em conjunto com as reflexões da TEIA sobre andragogia, método Keller, papel das TICs, critividade etc., certamente formam um conjunto harmônico. Na verdade, o conjunto de textos que segue deve ser visto (e lido) sempre em caráter complementar e o todo deve fazer algum sentido.
Retornado ao método de instrução entre pares, ele se baseia essencialmente nas seguintes simples operações:
- O instrutor, ou orientador acadêmico, apresenta aos estudantes uma questão de natureza qualitativa (usualmente com múltiplas escolhas), a qual foi cuidadosamente construída para colocar os estudantes frente a frente com as dificuldades de conceitos fundamentais presentes na questão proposta.
- Os estudantes analisam o problema proposto a partir de seus diversos pontos de vista e apresentam suas respostas de tal forma que uma parte deles optará por uma das múltiplas escolhas apresentadas e outros, eventualmente, tomarão diferentes alternativas.
- Os estudantes discutem o assunto com seus colegas por alguns minutos (sem a interferência do instrutor neste momento) e optam de novo entre as múltiplas escolhas fornecidas.
- Os temas propostos são então resolvidos com as discussões em classe, com a participação do instrutor, permitindo explorar neste nível o máximo de clarividência sobre o assunto.
Este método, além de ter a vantagem de envolver os estudantes e transformar as aulas mais interessantes para eles, tem a relevância de propiciar ao instrutor um retorno mais significativo sobre a classe como um todo e o que efetivamente é sabido sobre o tema proposto. Desta forma evitamos a generalização, nem sempre justificada, de, a partir do fato que um estudante domina a matéria, estendermos para o todo. Nesta estratégia é possível obter se informação mais qualificada acerca da distribuição do conhecimento entre os estudantes.
Este método também oferece significativa oportunidade para envolvimento dos estudantes nas discussões acerca das razões e sobre a construção e validade dos conhecimentos específicos. Ao decidirem coletivamente por uma resposta como a certa, os estudantes estão também aferindo a validade da mesma e as condições em que as teorias que a embasa são válidas.Para mais informações, inclusive sugestões de temas interessantes para testes do método, veja:
http://www.deas.harvard.edu/galileo/login/
P.S. Não deixe de visitar também dois outros apaixonantes sites relacionados com o tema acima (de alguma forma):
1) http://geoset.group.shef.ac.uk/
refere-se ao Global Educational Outreach for Science Engineering and Technology, o qual é uma iniciativa para tornar acessível material de alta qualidade para ensino de ciências, engenharia e tecnologia. O material é gratuito e fácil realizar dowload.
2) http://nsdl.org/
que é a Biblioteca Digital Nacional (USA) para educação e pesquisa em ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Ambos sites imperdíveis.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Ronaldo Mota
A TEIA (Tecnologias Educacionais Inovadoras Andragógicas) não pretende necessariamente constituir-se como teoria, mas sim num conjunto de abordagens associadas ao processo ensino-aprendizagem. Se um resumo fosse necessário para identificar de forma sintética a “novidade” ou “característica” do processo proposto, diria que o melhor seria: Simples, basta estudar antes.
A proposta de estudar antes das aulas lembra, guardadas as diferenças e circunstâncias, uma frase presente nas manifestações estudantis de 1968 na França: sejamos realistas, peçamos o impossível! A semelhança entre o realismo e o impossível é o caminho em construção. Ninguém imagine a tarefa simples ou imediata.
Para termos noção da dimensão do problema, bom recordarmos que em nossa cultura educacional a criança com seis ou sete anos é obrigada a ir à escola. E é bom que seja assim. Os pais ou responsáveis respondem legalmente pelo não cumprimento dessa obrigação.
De forma que, mesmo empurrados pelos braços, os alunos iniciam a vida escolar no ensino fundamental e permanecem ao longo do ensino médio, para aqueles que atingem este nível. Em suma, permanecem as características de escola enquanto obrigação e o ideal do aluno associado fortemente ao ato de estudar, somente depois, aquilo que foi ministrado previamente em sala de aula.
Considerando que até o passado recente o ensino universitário era predominantemente de acesso às classes sociais médias e altas, o caso mais comum (típico) era de jovem em torno de vinte anos, seguindo para universidade quase por inércia, imeditamente após o ensino médio, por impulso social, quase sempre sem compromisso com o trabalho e com hábitos e costumes totalmente "grudados" naqueles mesmos do ensino médio.
Coerente com tal perfil, os métodos educacionais adotados não procuraram em nada destoar das metodologias pedagógicas anteriores, muitas vezes agravados pelo estímulo à memorização e preparação a responder questões, elementos típicos associados aos processos seletivos que ainda perduram.
Tal cenário tem sido invadido por todos os lados e, às vezes, demoramos para percebê-lo, dando uma sobrevida a algo que não mais responde às novas realidades. Os estudantes já não são os mesmos, sendo que na virada desta década, que estamos próximos, a maioria do corpo discente terá mais de vinte e cinco anos, serão casados, com filhos, trabalhando e, em geral, estudando à noite.
O mundo do trabalho está a exigir profissionais mais bem formados do que simplesmente informados, onde a capacidade de trabalhar em equipe e a preparação para educação permente ao longo da vida estejam presentes. Enfim, habilidades e competências capazes de fazer com que o profissional não tema o novo, esteja preperado para desafios, sejam eles quais forem. Tais ingredientes serão definidores do sucesso ou insucesso das empreitadas.
Assentado nos argumentos dos mecanismos auto-instrutivos tradicionais, buscando compatibilidade com os perfis dos estudantes atuais e com os futuros profissionais que pretendemos formar, as considerações apresentadas na TEIA valem indistintamente para a modalidade presencial ou a distância.
As atividades propostas aos estudantes que precedem os momentos presenciais não têm a intenção de substituí-los, mas de prepará-los para uma nova dinâmica de sala de aula. As abordagens aqui propostas aproximam-se daquilo que costumamos denominar de modalidade híbrida flexível, a qual procura combinar os elementos mais adequados das duas modalidades, presencial e a distância.
As tecnologias inovadoras que puderem ser incorporadas são essenciais, ainda que ferramentas do processo, viabilizando que o conteúdo das disciplinas, bem como seus cronogramas e outras funcionalidades, estejam acessíveis aos estudantes desde os primeiros momentos da relação professor-estudante.
Contribuições, críticas e sugestões gerais são muito bem-vindas. Mesmo. As experiências de sala de aula são o motor principal capaz de dar vida às teorias. Desta forma, construindo, coletivamente, os procedimentos e abordagens que jamais pretenderão se transformar em receitas gerais, universais e atemporais, o que contrariaria os postulados iniciais de respeito às diferenças e o reconhecimento das peculiaridades, riquezas maiores do cenário educacional brasileiro.
A única pretensão não é o convencimento de alguém, ou de todos, mas sim despertar para abordagens que não tenham sido bem estabelecidas ou exploradas antes. Só e tanto. Estudar antes, consolidar em sala de aula e aprender sempre! Essa é a essência dos textos que seguem.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Ronaldo Mota
Dois elementos, que por descuido têm sido entendidos como meramente complementares, são, de fato, essenciais no processo ensino-aprendizagem. São eles:
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
CRIATIVIDADE, EDUCAÇÃO E O PAPEL DO DOCENTE
Ronaldo Mota
A civilização Micênica, em torno do século XVII a.C., constituiu-se no primeiro império do mundo ocidental em função de controlar o bronze e, a partir dele, obter ferramentas para uma agricultura, que gerava excedentes, e armas de guerra, que permitiram escravizar seus vizinhos. Foram, posteriormente, derrubados pelos Dórios, no século XII a.C., que, por sua vez, dominavam o ferro, superior ao bronze naquelas finalidades.
